Será que alguém leu isso antes de envi­ar? Os 6 erros que irri­tam o lei­tor (e como evi­tá-los)

Você já rece­beu um e‑mail cor­po­ra­ti­vo e pen­sou: “Será que alguém leu isso antes de envi­ar?”

Essa é a rea­ção de mui­tos pro­fis­si­o­nais dian­te de tex­tos empre­sa­ri­ais mal escri­tos.

A escri­ta de negó­ci­os deve­ria ser um ins­tru­men­to de cla­re­za e efi­ci­ên­cia, mas, quan­do mal uti­li­za­da, pode virar um ver­da­dei­ro obs­tá­cu­lo à comu­ni­ca­ção.

A seguir, os erros mais comuns que irri­tam os leitores,e como evi­tá-los.

1- TEXTOS MUITO LONGOS — O MONSTRO DE MIL PALAVRAS

Nin­guém tem tem­po a per­der, espe­ci­al­men­te no ambi­en­te cor­po­ra­ti­vo. Tex­tos lon­gos e can­sa­ti­vos demons­tram fal­ta de res­pei­to pelo tem­po do lei­tor  e deses­ti­mu­la  a lei­tu­ra logo nas pri­mei­ras linhas. O exces­so de pala­vras não só can­sa, mas tam­bém escon­de a men­sa­gem prin­ci­pal.

📉 Tex­to ruim: “Con­for­me soli­ci­ta­do na reu­nião de ontem, estou envi­an­do este e‑mail com infor­ma­ções deta­lha­das, que acre­di­to serem de extre­ma rele­vân­cia para todos os envol­vi­dos, já que tra­tam não ape­nas das deman­das atu­ais, mas tam­bém das pers­pec­ti­vas futu­ras que podem ou não impac­tar o nos­so flu­xo de tra­ba­lho, depen­den­do das con­di­ções exter­nas do mer­ca­do.”

📈 Tex­to bom: “Seguem os pon­tos prin­ci­pais dis­cu­ti­dos ontem e os pró­xi­mos pas­sos do pro­je­to.”

Dica: Revi­se e cor­te exces­sos. Pre­fi­ra fra­ses cur­tas e obje­ti­vas. Vá dire­to ao pon­to. Uti­li­ze tópi­cos e sub­tó­pi­cos para orga­ni­zar o con­teú­do e faci­li­tar a lei­tu­ra.

2- MAL ORGANIZADO —   O LABIRINTO DE IDEIAS

Um tex­to desor­ga­ni­za­do é como um que­bra-cabe­ça sem solu­ção. O lei­tor se per­de, não enten­de onde a men­sa­gem come­ça ou ter­mi­na, e pode desis­tir da lei­tu­ra.

📉 Tex­to ruim: “A reu­nião foi boa, mas temos pen­dên­ci­as. O pra­zo mudou e pre­ci­sa­mos rever recur­sos. Ah, tam­bém defi­ni­mos o res­pon­sá­vel pela eta­pa ini­ci­al. E não pode­mos esque­cer do orça­men­to.”

📉 Tex­to bom:

Reu­nião pro­du­ti­va, mas com pen­dên­ci­as:

- Pra­zo: alte­ra­do para 15/09.

- Recur­sos: pre­ci­sam ser revis­tos.

- Res­pon­sá­vel pela eta­pa ini­ci­al: João Pau­lo.

- Orça­men­to: será rea­va­li­a­do até sex­ta-fei­ra

Como melho­rar: Use pará­gra­fos cur­tos, sub­tí­tu­los cla­ros, lis­tas e tópi­cos. Orga­ni­ze suas idei­as de for­ma sequen­ci­al e lógi­ca.

3- FALTA DE CLAREZA — OS ENIGMAS CORPORATIVOS.

A cla­re­za é fun­da­men­tal em qual­quer tipo de comu­ni­ca­ção. Quan­do a men­sa­gem não é cla­ra, gera frus­tra­ção e abre espa­ço para inter­pre­ta­ções erra­das.

📉 Texto ruim: “Pre­ci­sa­mos ace­le­rar a entre­ga do pro­je­to.”

📈 Tex­to bom: “Pre­ci­sa­mos con­cluir a pri­mei­ra fase do pro­je­to até sex­ta-fei­ra, às 18h, para aten­der ao cli­en­te X.”

Como melho­rar: Evi­te ambi­gui­da­des e ter­mos vagos.  Use fra­ses dire­tas e pala­vras de fácil com­pre­en­são. Elas aju­dam a garan­tir que a men­sa­gem seja com­pre­en­di­da. Foque no que real­men­te impor­ta.

4- EXCESSO DE JARGÃO: A TORRE DE BABEL.

“Nos­so ROI foi impul­si­o­na­do pela siner­gia da equi­pe.” Pare­ce sofis­ti­ca­do. Mas para mui­tos soa como uma lín­gua estran­gei­ra. O exces­so de ter­mos téc­ni­cos e siglas afas­ta o lei­tor e cria bar­rei­ras des­ne­ces­sá­ri­as.

📉 Tex­to ruim: “O ROI foi excep­ci­o­nal gra­ças à siner­gia mul­ti­dis­ci­pli­nar da squad na exe­cu­ção do pipe­li­ne.”

📈 Tex­to bom: “O retor­no finan­cei­ro foi posi­ti­vo gra­ças ao tra­ba­lho inte­gra­do da equi­pe no pro­je­to.”

Como melho­rar: Per­gun­te-se: “Se alguém de fora da minha área ler, vai enten­der?” Use jar­gão ape­nas quan­do for indis­pen­sá­vel e adap­te a lin­gua­gem ao per­fil do seu públi­co.

5- FALTA DE PRECISÃO — CADÊ OS DADOS?

Uma comu­ni­ca­ção impre­ci­sa é como uma bús­so­la sem nor­te. Men­sa­gens que não apre­sen­tam dados ou infor­ma­ções pre­ci­sas dei­xam o lei­tor con­fu­so. Igno­rar deta­lhes impor­tan­tes ou ser vago sobre núme­ros, pra­zos e res­pon­sa­bi­li­da­des só gera incer­te­zas. A pre­ci­são é impor­tan­te para evi­tar mal-enten­di­dos.

Tex­to ruim:“O rela­tó­rio será entre­gue em bre­ve.”

Tex­to bom: “O rela­tó­rio final será entre­gue até 10/09, às 17h.”

Como melho­rar: Inclua dados, pra­zos e deta­lhes espe­cí­fi­cos. Seja cla­ro sobre res­pon­sa­bi­li­da­des e expec­ta­ti­vas. Infor­ma­ções pre­ci­sas, como dados e métri­cas, faci­li­tam o pla­ne­ja­men­to e evi­tam mal-enten­di­dos.

6.  ENROLAÇÃO DEMAIS — ROLANDO LERO, LEMBRA DELE?

Alguns tex­tos empre­sa­ri­ais pare­cem um rotei­ro de nove­la. Levam o lei­tor por lon­gas pági­nas ou capí­tu­los antes de reve­lar a infor­ma­ção impor­tan­te. Em negó­ci­os, isso é per­da de tem­po e são irri­tan­tes. Vá dire­to ao pon­to, apre­sen­te as infor­ma­ções mais impor­tan­tes logo no iní­cio e desen­vol­va o res­to da men­sa­gem com base nelas.

📉 Tex­to ruim: “Dian­te da neces­si­da­de de oti­mi­za­ção e bus­can­do ali­nhar expec­ta­ti­vas, gos­ta­ría­mos de res­sal­tar que o obje­ti­vo prin­ci­pal des­ta men­sa­gem é infor­má-los sobre a alte­ra­ção no horá­rio da reu­nião.”

📈 Tex­to bom: “A reu­nião de ama­nhã come­ça­rá às 10h (antes esta­va mar­ca­da para 11h).”

Como melho­rar: Des­ta­que a men­sa­gem mais impor­tan­te logo no iní­cio e desen­vol­va os deta­lhes depois. Vá dire­to ao assun­to. Evi­te rodei­os e intro­du­ções lon­gas que não acres­cen­tam nada.

COMO ESCREVER MELHOR NA PRÁTICA

A boa notí­cia é que todos esses erros podem ser evi­ta­dos. Algu­mas prá­ti­cas sim­ples fazem toda a dife­ren­ça, como:

CONHECER O SEU PÚBLICO: Adap­te a lin­gua­gem e o nível de deta­lha­men­to de acor­do com o per­fil do seu lei­tor.

PRIORIZAR A CLAREZA: Evi­te fra­ses lon­gas e com­ple­xas, ambi­gui­da­des e gíri­as.

ORGANIZAR AS IDEIAS: Uti­li­ze uma estru­tu­ra cla­ra e con­ci­sa, com pará­gra­fos cur­tos e tópi­cos.

REVISAR O TEXTO ANTES DE ENVIAR: Leia o tex­to em voz alta para iden­ti­fi­car erros de gra­má­ti­ca e pon­tu­a­ção, além de veri­fi­car se as idei­as estão cla­ras e bem orga­ni­za­das.

PEDIR FEEDBACK: Sem­pre que pos­sí­vel, peça feed­back de um cole­ga, ou UMA AJUDINHA DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL para ava­li­ar seu tex­to e ofe­re­cer suges­tões de melho­ria.

A escri­ta de negó­ci­os é mui­to mais do que for­ma­li­da­de, ela refle­te a cul­tu­ra da empre­sa, trans­mi­te cre­di­bi­li­da­de e pode ace­le­rar (ou tra­var) pro­ces­sos.

Ao evi­tar tex­tos lon­gos, con­fu­sos e chei­os de jar­gões, você garan­te uma comu­ni­ca­ção cla­ra, obje­ti­va e efi­caz.

Antes de cli­car em “envi­ar”, faça o tes­te. Leia como se fos­se o des­ti­na­tá­rio. Se a men­sa­gem esti­ver fácil de enten­der, você já deu um gran­de pas­so para uma comu­ni­ca­ção pro­fis­si­o­nal efi­ci­en­te.

Fon­te: #NaPrá­ti­ca / Val­ter Patri­ar­ca

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